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OpenClaude: o agente de código open-source que disparou no GitHub e roda com mais de 20 IAs

Se você acompanha o GitHub Trending, provavelmente esbarrou nele nos últimos dias: o OpenClaude — repositório Gitlawb/openclaude — virou destaque na lista de repositórios em alta no início de setembro. A proposta, em uma linha, é “runs anywhere, uses anything” (“roda em qualquer lugar, usa qualquer coisa”): um agente de programação open-source, rodando no terminal, que funciona com provedores de IA na nuvem e modelos locais.
Um terminal para todas as IAs
A dor que o OpenClaude resolve é a fragmentação: cada ferramenta de agente de código tem seu próprio terminal, suas próprias regras e seus próprios provedores suportados. O OpenClaude desacopla o fluxo de trabalho do provedor — você mantém um único ambiente com prompts, ferramentas de arquivo e shell, agentes, tarefas, servidores MCP, slash commands e saída em streaming, e troca o modelo por baixo quando quiser.
Os backends suportados incluem:
- APIs compatíveis com OpenAI (OpenAI, OpenRouter, DeepSeek, Groq, Mistral, LM Studio e outros servidores
/v1); - Gemini, GitHub Models, Codex (incluindo OAuth) e Ollama (modelos locais);
- Parceiros como Xiaomi MiMo, Atomic Chat, Atlas Cloud, Novita AI e Z.AI GLM — no total, mais de 20 provedores.
A instalação é direta: requer Node.js 22+ e um npm install -g @gitlawb/openclaude@latest — há também pacote no AUR para Arch Linux e uma extensão para VS Code embutida no projeto. Na primeira execução, o comando /provider guia a configuração e salva os perfis de credenciais; sessões podem rodar em segundo plano com openclaude --bg "corrigir testes", retomar conversas com --resume e criar ramificações com --fork-session.
O que observar
O OpenClaude surge na esteira de dois movimentos que o blog já acompanhou: o OpenClaw 2.0, outro agente open-source que explodiu, e a busca por APIs de LLM gratuitas para rodar agentes sem pagar caro. O recado é o mesmo: os desenvolvedores querem controle — sobre os modelos, sobre os dados e sobre o próprio fluxo de trabalho — e estão migrando de ferramentas fechadas para CLIs de código aberto.
O projeto também aposta em uma tese ousada: que o terminal-first continua sendo o ambiente mais produtivo para agentes de código, mesmo com a chegada dos editores com IA embutida. A versão atual (0.29.x) segue em desenvolvimento acelerado, com mais de mil commits e uma comunidade já escrevendo guias em vários idiomas — sinal de que o “Claude Code de código aberto” achou seu público.
Fonte: GitHub — Gitlawb/openclaude