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Bitcoin cai abaixo de US$ 77,5 mil: petróleo em alta, juros e yields pressionam o preço

Capa do post: Bitcoin cai abaixo de US$ 77,5 mil: petróleo em alta, juros e yields pressionam o preço

O Bitcoin voltou a ceder à pressão macro nesta terça-feira (1º de setembro). A criptomoeda operava perto de US$ 77.500 — queda de aproximadamente 1,6% em 24 horas — depois de tocar uma mínima intraday de US$ 77.318 e devolver o ganho do início da sessão, quando chegou a US$ 79.225.

O recuo derrubou o preço abaixo da zona de suporte de curto prazo entre US$ 77.700 e US$ 78.000, deixando o BTC cerca de 4,6% abaixo do topo local recente, perto de US$ 81.280.

O peso da macro

A queda veio acompanhada de pressão renovada nos mercados globais:

  • Petróleo Brent subiu cerca de 2%, para US$ 92,04 o barril, com a retomada dos combates entre EUA e Irã reavivando temores de interrupção de oferta — depois de um fim de semana em que o Bitcoin ainda segurava os US$ 78 mil;
  • Juros e yields em alta: uma venda global de títulos empurrou os rendimentos dos Treasuries para cima, tornando ativos que não pagam rendimento fixo — como o Bitcoin — menos atraentes;
  • Expectativa de alta de juros em setembro: o chair do Fed, Kevin Warsh, endureceu o discurso em Jackson Hole e o mercado passou a precificar cerca de 62% de chance de elevação na reunião de meados de setembro.

Energia mais cara tende a manter a inflação elevada, o que reduz o espaço do Fed para cortar juros — e o mercado reagiu na hora.

ETFs seguem comprando

A pressão macro chegou apesar da demanda renovada pelos fundos de Bitcoin à vista nos EUA. Segundo dados da Farside Investors, os produtos atraíram US$ 216,7 milhões em entradas líquidas na última sessão completa — com o IBIT, da BlackRock, respondendo por US$ 205,9 milhões do total. O fluxo reverteu a saída de US$ 201,9 milhões registrada em 28 de agosto.

Ou seja: enquanto o dinheiro institucional segue entrando via ETF, a venda ligada à macro está temporariamente superando essa demanda.

O que os indicadores técnicos dizem

  • O preço testa a banda de Bollinger inferior no gráfico de 4 horas (≈ US$ 77.473);
  • O ADX caiu para 12,6 — leitura abaixo de 20 indica tendência fraca e movimento lateral;
  • O RSI diário recuou de um nível sobrecomprado acima de 70 para 66;
  • Apesar da queda, o BTC segue acima das médias móveis diárias (20 dias em US$ 73.198; 200 dias em US$ 69.504), o que mantém a tendência de fundo construtiva após o rally de agosto;
  • Clusters de liquidação se acumulam entre US$ 76.500 e US$ 77.000 (para baixo) e perto de US$ 79.500 (para cima).

O que observar

A região entre US$ 76.500 e US$ 77.000 é o suporte imediato mais importante. Uma quebra sustentada pode abrir caminho para US$ 75.700–76.000 e, em seguida, para US$ 72.500–73.200. No cenário positivo, o BTC precisa retomar US$ 77.700–78.260 e fechar acima de US$ 79.050 para mirar US$ 79.500–80.000.

Os catalisadores externos seguem sendo petróleo, rendimento dos Treasuries e a decisão do Fed — com o payroll de 4 de setembro e o CPI de agosto (11/09) no radar. Para quem acompanha o fluxo institucional, o embate entre ETFs comprando e a macro vendendo é o jogo do momento: por enquanto, a macro está ganhando.

Fonte: crypto.news