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Galaxy transforma BTC, ETH e SOL em linha de crédito para o varejo — sem vender nada

Capa do post: Galaxy transforma BTC, ETH e SOL em linha de crédito para o varejo — sem vender nada

A Galaxy Digital levou o empréstimo com garantia em cripto para o varejo. Na terça-feira (25), a empresa colocou no ar uma linha de crédito rotativa na GalaxyOne que permite a clientes elegíveis tomar dinheiro emprestado usando Bitcoin, Ethereum e Solana como colateral — sem precisar vender nenhum ativo.

O produto, batizado de Crypto Portfolio Line of Credit (PLOC), reúne os três ativos em uma única linha de crédito, em vez de exigir um empréstimo separado para cada moeda. A promessa central é simples: o investidor continua exposto ao movimento das criptos e, ao mesmo tempo, transforma essa posição em liquidez para gastos ou novos investimentos — de forma mais eficiente do ponto de vista tributário do que vender e recomprar.

As condições do crédito

A linha não cobra taxa de originação e tem taxa de juros variável de 8,99% ao ano. O limite de financiamento inicial é de 50% do valor da garantia — ou seja, uma carteira de US$ 100 mil respalda cerca de US$ 50 mil em empréstimo.

O colateral é monitorado continuamente: se o valor dos ativos cair, a Galaxy pode pedir reforço de garantia. Os fundos saem na hora, em dólar ou USDC. A empresa também fez questão de afirmar que o colateral não é rehipotecado — não é reutilizado em outras operações da firma.

Outro detalhe que agrada quem faz staking: o SOL travado em staking pode ser usado como garantia sem precisar ser desbloqueado, o que permite ao cliente continuar acumulando as recompensas de staking enquanto usa o crédito. O produto está inicialmente disponível em 40 estados americanos.

O que diz a Galaxy

O managing director da GalaxyOne, Zac Prince, celebrou a chegada do produto ao mercado de varejo:

“Estamos animados em trazer um produto competitivo de empréstimo com garantia em cripto ao mercado por meio da nossa plataforma de varejo em crescimento. Ao alavancar a infraestrutura institucional da Galaxy, conseguimos oferecer taxas competitivas, segurança e flexibilidade com a nossa nova linha de crédito de portfólio cripto.” — Zac Prince (tradução livre)

Um mercado que já tem concorrência

A Galaxy não é pioneira nesse terreno. A Ledn oferece há tempos empréstimos garantidos em Bitcoin com saída em dólar, USDC e outras moedas. A Coinbase permite que usuários elegíveis tomem crédito contra cripto sem vender, com taxas anunciadas a partir de 5%. A Nexo combina BTC, ETH e outros ativos como colateral para uma linha de crédito.

O diferencial da Galaxy é o pacote institucional por trás do produto de varejo. No começo do ano, a empresa já havia ampliado sua oferta de crédito cripto com o GOFR, um programa de empréstimos gerenciados para instituições, pessoas de alto patrimônio e investidores credenciados. A GalaxyOne, por sua vez, nasceu em outubro de 2025 como uma plataforma unificada de negociação de cripto e ações para clientes de todos os estados dos EUA.

O que observar

A aposta da Galaxy aponta para um movimento mais amplo: transformar cripto em colateral utilizável no dia a dia, sem abrir mão da posição. Linhas de crédito como essa dão às criptos um uso financeiro “de verdade” — e mostram que o setor está deixando de ser só compra e venda para virar infraestrutura de crédito. O risco, claro, segue sendo a volatilidade do colateral: quando o preço cai, a margem aperta.

Fonte: The Block